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    Telhado da Universidade

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    Telhado da Universidade

    Mensagem por SE.RA.PH. em Seg Mar 07, 2016 11:13 am

    Relembrando a primeira mensagem :

    O Telhado da Universidade é um dos pontos com a melhor vista do local, apesar de ser contra as regras entrar nele, de vez em quando pessoas lancham aqui, na maioria das vezes delinquentes ou pessoas estranhas. As grades do telhado são extremamente altas e curvadas para impedir que sejam escaladas.

    Nunca ocorreram acidentes envolvendo suicídios, mas a direção não quer medir nenhuma chance.

    Rotas:

    >>Interior da Universidade - Visão Geral
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    Re: Telhado da Universidade

    Mensagem por Louise Galloway em Sex Fev 17, 2017 11:46 pm

    - Reparando que ela estava muito quieta, talvez estava querendo ficar quieta, Louise deu de ombros enquanto se sentava próximo a grade novamente, pegando o livro enquanto começava a ler sentindo a brisa do vento. -
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    Re: Telhado da Universidade

    Mensagem por Kokutou em Sab Fev 18, 2017 1:08 am

    Enquanto Louise estava lendo o seu livro, ela poderia notar a presença de uma garota com um visual meio fora do comum, ela estava utilizando camisola que iria até seus joelhos, não estava usando mais nenhuma peça de roupa além da própria. 

    - Olá, você de violino? 

    Seus cabelos brancos e olhos azuis era algo que poderia chamar atenção da garota, ou não. Sua voz era tão suave e doce como o próprio mel. 

    - Eu me chamo Lisa, prazer em conhecer você, poderia me dizer o seu nome?
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    Re: Telhado da Universidade

    Mensagem por Louise Galloway em Sab Fev 18, 2017 1:14 am

    - Por um breve momento ao erguer a cabeça Louise procurou a garota de violino, mas notando que a outra menina estava deitada, ela voltou o olhar a que chamou. -


    Eu?


    - Perguntou antes dela se aproximar já se apresentando. -


    Me chamo Louise, prazer em conhecer Lisa, em que posso ajuda-la?
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    Re: Telhado da Universidade

    Mensagem por Kokutou em Sab Fev 18, 2017 1:27 am

    Um sorriso se alargava sobre o rosto da garota, ela parecia animada perante aquela situação em que a própria planejava tocar em seu violino. 

    - Gostaria de tocar violino para você, deixa? 

    Parecia estar entusiasmada ao ponto de dar até mesmo uns pulinhos de alegria, como se fosse uma criança de 10 anos. 
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    Re: Telhado da Universidade

    Mensagem por Louise Galloway em Sab Fev 18, 2017 1:29 am

    Arqueou a sobrancelha enquanto sua respiração que estava calma, deu pra ouvir um suspiro. — Desculpe, não tenho dinheiro, mas se for apenas pelo prazer da arte eu agradeceria.
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    Re: Telhado da Universidade

    Mensagem por Kokutou em Sab Fev 18, 2017 1:43 am

    Um sorriso ainda maior se abriu sobre o rosto da garota, ela pegou seu violino para começar a tocar na frente daquela garota, quando algo muito estranho começou a acontecer. 

    - Concentre-se. 

    Então ela começou a tocar, a partir em que ela tocou no violino, Louise poderia ter uma dor de cabeça e um forte enjoo imenso, uma dor que talvez ela nunca tenha sentido antes. 

    - Fique calma. 

    Durante a visão de Louise ela poderia notar que tudo em seu redor estava roxo, mas havia exatamente três figuras sobre aquele local que não estavam ali de jeito nenhum, todos estavam de costas mas cada um expandia uma aura diferente, o primeiro expandia uma aura de fogo, o segundo uma aura de imperador e o terceiro uma aura lunar.

    - Porco! Eu já mandei você parar de fazer essas coisas! 
    - Coé, eu apenas to em liberdade, tiozão! Que vontade de cagar da porra! 
    -
     Seu garoto é assim mesmo? Parece que alguém costuma prezar mais a diversão própria do que essa liberdade.
    -
     QUALÉ TIO DA LUA, VAI FICAR DO MEU LADO NÃO?! E-Eita, começaram a tocar o violino de novo... 
    - Essa garota é uma plebeia de primeira classe, poderia fazer tal favor? 
    - Tudo bem, se for para proteger a nossa identidade então eu farei isso, essa garota está enchendo o saco mesmo.

    Então naquele momento o terceiro homem sacou uma lança tanto incomum quanto as lanças normais, no qual ele lançou sobre o céu e a imagem momentânea ficaria bem bizarra, o céu parecia estar se quebrando. Depois daquilo a visão de Louise voltou ao normal, a dor tinha passado e a garota do violino tinha sumido. Tudo aparentemente tinha voltado ao normal... Até que uma marca surgia sobre a mão de Louise, bem estranha afinal...
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    Re: Telhado da Universidade

    Mensagem por Louise Galloway em Sab Fev 18, 2017 3:01 am

    - Sentada em posição de índio a garota permanecia com a concentração naquela artista, virou o rosto um pouco para o lado enquanto notava que algo estava estranho, a mão direita saiu de entre o livro e foi em direção a sua barriga como se sentisse algum enjoo. -


    O que é--... 


    - Tentava falar até que a mulher pediu para ficar calma, Louise tentou respirar fundo enquanto sua visão começava a ficar estranha, aquilo era real? Ergueu a mão esquerda para alcançar a lança que foi jogada ao céu, mas em um breve momento tudo parecia ser um sonho, a ruiva estava estirada ao chão com o livro caído a sua frente. Ao acordar notou que sua canhota tinha algo estranho, sua cabeça estava latejando e por isso resolveu se levantar, tudo o que lembrava era da garota deitada e da fonte a frente da igreja, talvez fosse uma pista. -

    mdt: interior da universidade
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    Re: Telhado da Universidade

    Mensagem por Louise Galloway em Sab Mar 04, 2017 11:41 pm

    Ao chegar no local, lembranças complicadas lhe vieram a mente, fazendo com que sorrisse de nervoso. Mas deixando aquilo de lado, focou em se deitar num canto onde seu rosto ficasse protegido o sol, então deixou a brisa que batia no seu rosto a guiasse para o sono.
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    Re: Telhado da Universidade

    Mensagem por SE.RA.PH. em Dom Mar 05, 2017 12:28 am

    Louise então se deitava enquanto olhava para cima, encarando o céu azul nublado. Seus olhos começavam a pesar após alguns instantes e então finalmente se fechavam. Após algum tempo ela não conseguia nem mais sentir a brisa do vento que sentia no telhado.


    Ela estava em um local estranho. Aquilo lhe lembrava de uma espécie de elevador, completamente transparente que ia até um lugar misterioso. A sua volta aparentava que estavam descendo para o fundo do oceano, uma vez que ao olhar para cima conseguia ver o brilho do "Sol" resplandecendo no lugar.

    Ao seu lado estava o homem que tinha visto em seu sonho anterior. Ele permanecia em seu lado enquanto encarava firmemente o outro lado do vidro. Era uma outra mulher acompanhada de outro homem, quase como se fosse uma imagem distorcida dos dois, no entanto aquilo não se tratava de uma cópia.

    Muito pelo contrário.

    Eram completamente diferentes, com distintas motivações e metodologias. Não era possível traçar uma imagem daqueles dois, mas a voz era clara como o dia.

    "Como estão os ferimentos de seu servo? Acredito que tenha sido problemático o que ocorreu nas ultimas rodadas. Chegar ao ponto de matar sua própria irmã... realmente demonstra seu caráter. Talvez tenha sido apenas influencia desse homem, por isso removi um dos braços dele, mas eu te julguei mal."

    Sim, aquele homem que tinha sido tão majestico da última vez, agora se encontrava completamente sério tentando ocultar da melhor forma possível o quão debilitado ele estava. Já faziam 4 dias que ele tinha perdido o braço e ainda se perguntava se isso daria certo... as coisas definitivamente não aparentavam estar bem.

    "Você mudou, Louise. Sangue de outras pessoas estão em suas mãos, várias delas... e agora você vem para clamar minha vida também. Até quando vai manter esse jogo? Quantos mais deverão morrer para você estar satisfeita? Eu te dei a chance de fugir várias vezes, mas você recusou. E seu servo quase tirou minha vida."

    Sim, do outro lado a mulher que aparentava estar vestindo uma mascara, removia ela lentamente revelando que estava usando uma venda nos olhos. Era possível ver um pouco da cicatriz por trás da venda ainda. A dor que aquilo devia ter causado realmente seria algo inimaginável ao ponto de fazer seu estômago se contorcer.

    "Tudo que resta agora é lutar... e te eliminar como você fez com aquelas outras... só assim, você poderá se livrar desse fardo, desse sofrimento."

    O homem do lado dela falava baixo.

    "Nós chegaremos no campo de batalha em breve. Espero que ainda consiga lutar."
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    Re: Telhado da Universidade

    Mensagem por Louise Galloway em Dom Mar 05, 2017 1:28 am

    O som do elevador se movimentando era tudo que preenchia o ambiente. Seu olhar demorou a focar o ambiente como um todo, mas quando o fez desejou que continuasse perdida, tudo era melhor do que vê-lo naquele estado. Sua cabeça então se voltou para a mulher que falava, cada palavra lhe atingindo o estomago, fazendo com que se encolhesse num canto como um gato amedrontado. Não fazia ideia do motivo para que as palavras lhe causassem tanta dor e agonia, não sabia do que aquela mulher estava falando, mas só pela mais remota ideia de ter sido responsável pelo ferimento do rapaz já era o suficiente para se martirizar pelo resto de seus dias. Como poderia encara-lo? Que direito tinha de querer ver seu sorriso novamente quando tinha feito aquilo?

    “Você mudou, Louise.”


    O ar escapou de seus lábios, reação natural devido a falta de ar que começava a sufoca-la. Seus olhos começavam a ficar embaçados com as palavras que se seguiam, enchendo-se de lagrimas, mas só ameaçando transbordar. Sua cabeça doía e parecia que iria explodir a qualquer instante, talvez fosse um fim adequado para ela, talvez merecesse algo muito pior depois de tudo o que tinha feito, mesmo sem saber o que era. Tinha se tornado alguém tão terrível? Como acabou desse jeito? Sua mão tremia, contagiando o corpo logo em seguida. Um frio congelante seguia da ponta de seus dedos para o resto do corpo.

    Mesmo que já se sentisse péssima, mesmo que já estivesse com vontade de se jogar daquele elevador as palavras não paravam de vir, cortando cada centímetro do seu corpo e forçando uma faca em seu coração, ferimentos que doíam tanto que pareciam reais, mas que não davam fim a sua vida. As lagrimas finalmente cederam a pressão e rolaram pelo rosto da ruiva, criando caminhos tortos como um rio. Os olhos violetas brilhavam, refletindo o desespero que a preenchia e paralisava. Os lábios trêmulos tentavam formar alguma frase, qualquer uma. Mas soube o que falar no exato momento em que ouviu sobre estarem chegando ao campo de batalha. Ela agarrou a roupa do homem ao seu lado, fazendo com que mais lagrimas caíssem, e ousou se aproximar e fazer um último pedido egoísta.

     ー Por favor, sei que não tenho o direito de dizer isso, mas não lute, você já se machucou demais, eu não quero...  ー Um soluço cortou sua frase, fazendo o corpo pular e desencadeando um choro dolorido. A possibilidade de vê-lo se machucando ainda mais lhe era simplesmente insuportável, não aguentaria mais culpa do que já carregava. E se na pior das hipóteses ele não saísse com vida ela não saberia o que fazer, não conseguiria viver nem por um milésimo sabendo que estava sozinha. E mesmo assim não podia fazer nada além de implorar e fazer um pedido que no fundo sabia que não seria ouvido.

    Não era justo, se esforçou tanto para vê-lo novamente, por que tinha que terminar daquela forma? O que tinha feito de tão errado? Por que se sentia tão mal? Tudo o que queria era viver em paz ao seu lado, faria o que fosse preciso para isso. Mas matar sua irmã? Matar qualquer outra pessoa?  As mão ainda se agarravam com força na roupa do homem, para ter certeza que ele não lhe escaparia novamente. Então num impulso abraçou seu corpo, os pequenos e finos braços se prendendo para que não tremessem mais do que já tremiam. A bochecha foi pressionada contra o tecido, que ficou úmido devido as lagrimas.

    No fundo do seu ser um medo profundo começava a aterroriza-la. Ele poderia odiá-la agora, poderia sentir nojo de si e tentar afasta-la dali. Não era para menos. Mesmo assim, da forma mias mesquinha e mimada possível ela se aproximou, pois sabia que no exato momento que o fizesse aquele calor derreteria o gelo que seu corpo tinha se transformado, sabia que se sentiria novamente em segurança. E foi exatamente o que aconteceu. Mas por poucos segundos, pois o medo voltou para lhe espetar com a lamina mais afiada e cruel. Então apenas fechou os olhos com força e esperou para sua reação seja lá qual fosse, e a aceitaria como parte de sua punição. ー Me perdoe, me perdoe...
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    Re: Telhado da Universidade

    Mensagem por Servant of the Wind em Dom Mar 05, 2017 2:03 am

    Foram dias longos e difíceis, um dia pior do que o outro na realidade, desde o momento que a fase se encerrou dando inicio a uma outra, mantive meus olhos fechados, sabia o peso de matar um familiar, conhecia a dor junto a culpa e oque lhe proporcionava, por conta disso pela primeira vez não quis dizer absolutamente nada. Porém em sua memória tudo parecia passar como um longo filme.

    A pior luta e a mais fácil, na verdade todas as lutas foram difíceis de um modo geral, o medo de abandonar o presente, o jeito que Louise olhava para o arqueiro era algo que não poderia se comparar a nada, lembrou de todas as vezes que ela sorriu e como era belo aquele sorriso, o que de forma repentina o fez sorrir também, lembrou do momento exato que perdeu seu braço e da forma que ela tentou ajudar, mas o sorriso externo que demonstrava foi aos poucos se desfazendo ao lembrar das lagrimas que dominaram o rosto da garota, as lagrimas que também escorriam junto a finalização da luta anterior e que aparentemente aconteceria a qualquer momento. Parecia estar meditando, o moreno permaneceu em silêncio absoluto enquanto o elevador começava a se emergir na água, o calor naquele lugar começava a se tornar como um abraço, não ao ponto de fazer qualquer um suar, mas ao ponto de sentir-se reconfortado perante aquilo, talvez não estivesse fazendo aquilo para Louise sentir-se bem, estava fazendo para si mesmo, todas as lutas aparentavam ser as últimas, ainda mais contra um inimigo que já havia enfrentado, conhecia seus truques e como burla-los. 

    Ambos os olhos se abriram lentamente, por um segundo parecia encarar sua própria figura no elevador, mas encarava o oponente da garota, ignorando-a por completo, seu olhar ametista estava focado naquele homem como um predador foca sua presa, a única mão que lhe restou, cerrou em um punho, estava usando uma luva de apenas dois dedos nesta mesma mão, demonstrando sua preparação para o uso do arco e flecha, trajava uma roupa enegrecida que se colava em seu corpo, a parte de cima aparentava ser uma regata deixando então os braços expostos sem proteção aparente, uma roupa antiga de guerra, alguns pedaços metálicos em seus ante-braços lhe davam uma certa proteção igualmente feito para suas pernas que parecia trajar apenas metade de uma armadura. Por cima daquela roupa negra, mesmo usando a regata, um pano envolvia seu pescoço enquanto escondia praticamente seus lábios, o pano branco escorria até a altura de seus joelhos.

    O arqueiro permaneceu encarando seu oponente até ouvir as palavras de sua mestra, seu olhar acordou de um transe hipnótico ao ponto de dar um passo recuado, realmente não queria lutar, não precisava lutar pois já sabia que era superior a qualquer outro membro da guerra, mas não queria lutar para não preocupar Louise, foi envolvido no abraço da garota enquanto demonstrou um rosto um pouco surpreso, a mão canhota foi em direção as costas dela, acariciando-a por alguns segundos antes de deslizar em direção aos cabelos escarlates. — Quer desistir agora, my lady? Estais tão perto de encontrar sua felicidade, de ressuscitar aqueles que ousou ferir, de vencer esta guerra... — Recuou a mão em direção ao queixo dela, erguendo o belo rosto da ruiva enquanto encarava seus olhos, conseguia se ver devido ao espelho de lagrimas que enchiam seus pequenos olhos roxos.

    Não irei perder, my Louise... Permanecerei aqui, entrarei no campo de batalha sabendo o final, o final é que conseguirei o seu prêmio, não permitirei que nenhum bastardo se negue a criar a escada que te levará ao sucesso, que trará sua família de volta. — Soltando o queixo da menina, deslizou o polegar pela trilha de lagrimas que formou-se no rosto dela, enxugando-as com certo carinho antes de aproximar os lábios e sela-los de uma forma calma, movimentando o rosto um pouco para o lado para dar-lhe mais espaço para o tal feito. O beijo em si durou poucos segundos, mas manteve o rosto próximo ao dela com ambos os olhos fechados, queria acalma-la dando-lhe a visão de que poderia trazer os mortos novamente, mesmo não acreditando nisso.

    Não irá me perder hoje, não irei morrer, eu cuidarei de você. — Ao dizer isso, afastou o rosto do dela junto aos corpos, colocou-se então a frente da garota enquanto uma luz dourada começava a se materializar na mão do moreno, seus olhos se abriram enquanto encaravam novamente o inimigo, mas desta vez não ignorava a mulher, a luz dourada aos poucos ia dando matéria a um arco dourado reluzente onde havia um fio carmesim a qual deveria puxar, mas este fio não parecia estar alinhado, ele valsava ao ar conforme movimentava o arco.

    Enquanto eu viver, você não deve temer, Louise... Eu lhe darei a vitória. — Respirou fundo, queria sentir novamente o cheiro da garota, o cheiro doce que ela sempre exalava, o olhar do arqueiro se manteve nos inimigos, mas sua mente estava focada naquele lugar, no primeiro beijo e todos que vieram em seguida, sentia o gosto de Louise em seus lábios e sabia que não seria a última vez, não podia ser a última vez. — Confie em mim, e não ouse pedir para que eu desista... Não permitirei que você chore... Nunca mais.
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    Re: Telhado da Universidade

    Mensagem por SE.RA.PH. em Dom Mar 05, 2017 3:01 am

    O elevador se movia rapidamente, mas ainda não chegava em seu destino. As luzes do local se aproximavam de sumir completamente, até ficar numa escuridão completa, até que luzes se acendiam no elevador.

    Eram em forma de hexágonos que formavam o chão, iluminando de vermelho de um lado e azul do outro, claramente demarcando um território no local. A garota que estava do outro lado portando a venda apenas ficava parada sem demonstrar reação as lágrimas de Louise, seu coração já tinha se fechado completamente.

    "É inútil lutar contra isso agora, Louise. Esqueceu das regras? No fim da luta apenas um deve sair vivo, não existe opções. Esse é o tipo de guerra em que estamos... e mesmo assim você prosseguiu, derrotando todos seus adversários um por um, nem família, nem amigos, nem ninguém. Agora todos eles estão mortos... Talvez você esteja lutando por um desejo nobre... algo que justifique essa matança."

    Ela então levava a mão até a venda em seus olhos, passando por eles levemente.

    "Mas eu não consigo pensar em nada assim! Eu achei que te conhecia, que nunca aceitaria participar disso e cá estamos nós...! E-eu... não sei mais em quem eu devo confiar..."

    O Servo então simplesmente desencostava da parede e colocava a mão no ombro da garota.

    "Decepcionante, Master. Não me envergonhe dessa forma, continue fraquejando e duvidando de si mesmo que da próxima vez você perderá muito mais do que a apenas sua visão. Não importa o motivo das ações dela. Hoje são inimigas e uma das duas morrerá aqui. É simples assim."

    O servo não media palavras com sua mestra, apenas falando a verdade da forma mais crua possível.

    "O servo dela entende muito bem isso. No final o que acontece conosco é irrelevante, minha única obrigação é derrotar seus inimigos e te tornar a vencedora... mas se insiste em jogar o jogo de confiança, porque não fazemos isso agora? Ainda temos tempo."

    E então ele jogava algo no chão.


    "Pegue, Master. Eu quero saber qual será sua escolha."

    E a garota se agachava e ia passando a mão no chão até encontrar uma faca. Ela pegava aquela faca e segurava por instantes, pensando no que devia fazer até chegar a uma trágica conclusão.

    "Você não quer dizer--" - E o servo respondeu:

    "Se não deseja lutar contra ela, essa é a única escolha. Apenas seja rápida."

    E então a garota segurou a faca na altura de seu pescoço, respirando de forma nervosa e com os punhos tremendo de medo. Até quanto valia arriscar a vida por outra pessoa? Mesmo que tentou lhe levar a vida, que ela derrotou e eliminou todos os outros mestre de antes. Era possível que ainda era a mesma Louise que conheceu antes? E se ela fosse... teria a coragem de tirar a vida dela?

    Por isso sua mão tremeu. Por isso ela hesitou... pois não sabia o que responder. Logo ela apenas sorriu e falou:

    "Ei... Louise. O que acha que eu devo fazer? Me matar... ou matar você?"

    A visão de Louise se tornava nebulosa e as palavras difíceis de ouvir.

    "... sinceramente... eu não me importo com o que você escolher... eu não quero mais confiar em mim..."

    E lentamente tudo ia sumindo, até o ponto que era difícil ouvir a voz da garota.

    "....... para o quê estamos lutando....?"

    E então Louise finalmente acordava, um pouco suada. Só lhe restava apenas uma marca naquela tatuagem em sua mão, mas após esse sonho confuso... era difícil de notar.
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    Re: Telhado da Universidade

    Mensagem por Louise Galloway em Dom Mar 05, 2017 2:44 pm

    Curto demais. O tempo que tinha era curto demais. Tinha tanta coisa pra perguntar, mas sempre que o encontrava sentia que só iria desperdiçar seu tempo com palavras. Novamente sentiu aquele calor nostálgico envolver seu corpo no instante em que seus lábios se tocaram. E por mais que fosse curto, sentiu que era o suficiente para impulsiona-la para frente. Então a voz da mulher voltou a lhe puxar para um abismo que tanto temia. Seus olhos seguiram em sua direção enquanto permanecia junta ao servo, sem solta-lo, pois sabia que o momento da separação se aproximava. Somente a menção de regras e uma guerra fizeram com que seus estomago embrulhasse, e junto com isso um terrível arrepio que seguiu para sua nuca.

    Agora as perguntas que lhe incomodavam pareciam ter multiplicado ao mesmo tempo em que algumas pareciam ser respondidas sem nem mesmo precisarem ser feitas. A cabeça se voltou na direção do homem, as peças se juntando e formando uma imagem que não queria aceitar. Os dedos se fecharam no tecido, um zumbido em sua cabeça atrapalhando seu raciocínio. Voltou para a mulher, com os olhos arregalados ao ver a faca. Sua voz parecia ficar cada vez mais distante ao mesmo tempo em que o zumbido transformava-se numa dor aguda, martelando sua cabeça.

     ー Espere... O que está fazendo...? ー Não importava o que fizesse a dor só aumentava, a ponto de se soltar o homem e levar a mão até a cabeça, se encolhendo na tentativa de fazer ela sumir. E com um baque estava de volta ao telhado, a respiração acelerada e os fios carmesim colados na testa e pescoço. Imitando o gesto do sonho ela segurou a cabeça e virou o corpo de lado enquanto arfava, nem se preocupando com as lagrimas que transbordavam uma após a outra. Ficou assim por tantos minutos que não soube dizer quando tinha retornado. Seus ossos pareciam ter derretido assim como sua vontade de se levantar, a dor agora estava bem menor, mas ainda lhe espetava para lembrar-se de seu fracasso. Os olhos violetas encaravam o chão sem se importar com ele, apenas deixando o corpo jogado enquanto aos poucos seu peito assumia um ritmo normal de vai e vem junto da respiração se estabilizando.

    A única coisa que permanecia eram as lagrimas, rolando descoordenadas pelo rosto. Não sabia o que estava acontecendo, mas com aquele sonhos não era difícil de deduzir. Tinha participado de uma guerra e aquele homem era seu servo, embora não soubesse exatamente o que isso significava. Então se recordou da sala de aula, a conversa que Leo e Shinji estavam tendo e sobre o que tinha falado com a albina mais cedo. De alguma forma era coincidência demais para ser só isso. Ela tinha participado dessa guerra, era real demais para ser somente um sonho. Aos poucos conseguiu se sentar, percebendo que a trança tinha se desfeito e que o cabelo agora lhe cobria como uma manta vermelha. Com os dedos trêmulos, foi até a gola para desabotoar parte da camisa, assim deixando a brisa soprar no pescoço. Sua cabeça tentava juntar as peças que possuía.

    A enfermeira incomodada com a marca, Kotomine Kirei recuando e falando para ela não mostrar sua mão, a menina na biblioteca com a mesma marca e a guerra. Não era só coincidência, apenas um jogo infeliz que estavam fazendo consigo e sabia-se lá mais quem. Então assim que conseguiu se levantar, retirou o pó da roupa e pegou o elástico junto do longo cabelo, trançando enquanto pensava no que faria. Precisava encontrar a menina e juntas irem até Kotomine Kirei, se tinha alguém que sabia de alguma coisa era ele. Assim que terminou seguiu para a porta do telhado que levava de volta para a universidade. Ao abri-la ficou encarando as escadas, por algum motivo voltar para lá lhe parecia a pior ideia, alguma coisa muito errada estava acontecendo.

    Mas então ela se lembrou novamente dele, não sabia se estava mesmo machucado ou não, mas não podia simplesmente ficar ali esperando ser resgatada. Iria até ele e também iria protege-lo, se o preço disso também fosse um braço seu então ela o descartaria. Com um passo entrou novamente no corredor, deixando que a porta fechasse atrás de si.
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    Re: Telhado da Universidade

    Mensagem por SE.RA.PH. em Sab Mar 11, 2017 12:12 am

    E naquele instante todos ali presentes sofrem uma forte vertigem, o suficiente para quase derrubar eles, e assim uma voz feminina ecoa pelo local.

    "Agora é o horário restrito. Atenção a todas as formas inteligentes de vida que ainda se encontram no interior desse campus. Eu lhes trago más notícias:


    A visão do mundo que vocês mantinham até agora foi destruída.
    Os preços entraram em colapso devido à inflação.
    Todos vocês e sua Guerra do Santo Graal foram vendidos.
    Agora todos vocês são inúteis."

    Para cada frase dita a voz mudava de entonação e tudo aquilo servia para criar uma sensação horrível em cada um de vocês, como se alguém enfiasse a mão dentro do seu peito e misturasse todos os seus órgãos enquanto você assistia.

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    E naquele instante o mundo mudou. Algo semelhante a uma espécie de massa escura passou a sair de todas as frestas e buracos, lentamente consumindo tudo em sua volta. Vários estudantes que ainda estavam ali eram absorvidos pela massa e seus gritos de dor ecoavam pelos corredores e salas.

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    O céu era completamente vermelho e pequenas partículas escuras que se assemelhavam com cinzas voavam apara os céus. Em breve, esse será o seu destino. Ninguém mais está seguro.

    O tempo acabou.


    E a vida de vocês também acabará em breve.


    É inútil resistir.


    Apenas aceite o seu destino.


    Imediatamente todos sentiam todos seus selos desaparecerem de suas mãos, sem restar uma única marca.

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    Re: Telhado da Universidade

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